Fragile Lives – Stephen Westaby

“A Heart Surgeon’s Stories of Life and Death on the Operating Table”

Sumário: 

Este é um livro poderoso e incrivelmente tocante, que proporciona uma visão excecional de como é sentir o coração de alguém nas mãos.

O equilíbrio entre a vida e a morte é delicado, e um cirurgião cardiotorácico caminha na corda bamba entre os dois. Na sala de operações não há tempo para dúvidas. Um dia mau pode ter consequências terríveis — um deslize da mão mede-se em vidas humanas.

A cirurgia cardíaca não é para corações fracos. Stephen Westaby, cirurgião pioneiro que assumiu riscos e testou os limites da cirurgia cardíaca, abre o seu coração nestas impressionantes memórias e partilha alguns dos casos mais extraordinários e comoventes da sua carreira — como o bebé que sofreu múltiplos ataques cardíacos aos seis meses, a mulher que viveu o pesadelo de estar presa no seu próprio corpo, e o homem cuja vida foi mantida por uma bateria durante oito anos.

«Mais um dia no escritório para mim; o fim do mundo para eles.»

Opinião:

“Vidas Frágeis” é um memoir escrito por Stephen Westaby, um cirurgião cardíaco. Foi uma das primeiras memórias médicas que li, e a narrativa é fácil de seguir, pois os termos médicos são bem explicados.

O Dr. Stephen guia-nos pelos seus casos, relembrando sucessos e insucessos cirúrgicos. No total, são 11 histórias para ler, algumas com um bom final e outros nem tanto.

A escrita é detalhada,  e quando chegamos ao fim do livro conseguimos ter uma ideia/imagem técnica do que é um coração. A narração de Stephen é detalhada mas não aborrecida, sendo fácil perceber o que estamos a ler o que nos leva a querer saber mais e mais. O facto de serem histórias baseadas em casos reais dele, torna o livro interessantíssimo. Sentimos adrenalina só por ler sobre a adrenalina dele, e sentimos um misto de emoções durante a leitura; sentimo-nos pesados quando o paciente morre; mas contentes, por outro ter sobrevivido. 

Enquanto lemos, estamos a viver cada experiência médica. Haverá melhor elogio a um livro do que este? É uma leitura fácil, porque, apesar de haver muito termo técnico e detalhe, Westaby descreve cada situação de forma casual, explicando-nos, a nós leitores, tudo de uma forma não médica. Ao mesmo tempo, vamos aprendendo também algumas patologias e factos que nunca saberíamos, no dia-a-dia.

O maior ponto que me faz gostar deste livro, é a discussão e o confronto com a humanidade, a ética. O conflito entre ser um bom cirurgião e um bom ser humano; tão bem explicado que sentimos na própria pele o desgaste mental do autor, tentando arranjar um meio-termo. Nas palavras dele, “os cirurgiões têm de ser objectivos, não humanos”, o que o faz seguir um caminho de não envolvimento pessoal em cada caso. Neste aspeto, falha muitas vezes.

O sistema nacional de saúde é também uma chave importante ao longo da leitura. É uma crítica recorrente; Westaby critica o facto de pessoas idosas ou que estão muito doentes devem ir para casa morrer, não havendo lugar para elas nos hospitais, pois não providenciam tratamentos/meios para quem já está “condenado”. O sistema pode ser gratuito; mas apenas é usado por quem é considerado “digno” de salvar. É esta crítica que acompanha a narrativa dos casos de Westaby, o que torna este livro fascinante – podemos sentir a batalha do médico.

Em geral, é um livro muito bom. Tem moral, adrenalina e cirurgias cardíacas abertas. Uma história obrigatória de ler para que gosta de narrativas médicas que envolvam ética.

Nota: 3/5

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