Walden – Henry David Thoreau

Sinopse:

“Nature was a form of religion for naturalist, essayist, and early environmentalist Henry David Thoreau (1817–62). In communing with the natural world, he wished to “live deliberately, to front only the essential facts of life, and… learn what it had to teach.” Toward that end Thoreau built a cabin in the spring of 1845 on the shores of Walden Pond — on land owned by Ralph Waldo Emerson — outside Concord, Massachusetts. There he observed nature, farmed, built fences, surveyed, and wrote in his journal.

One product of his two-year sojourn was this book — a great classic of American letters. Interwoven with accounts of Thoreau’s daily life (he received visitors and almost daily walked into Concord) are mediations on human existence, society, government, and other topics, expressed with wisdom and beauty of style.

“Walden” offers abundant evidence of Thoreau’s ability to begin with observations on a mundane incident or the minutiae of nature and then develop these observations into profound ruminations on the most fundamental human concerns. Credited with influencing Tolstoy, Gandhi, and other thinkers, the volume remains a masterpiece of philosophical reflection.”

Opinião: “Walden”, ou “A vida nos bosques” é um livro que se inseriu não só na minha veia de antropóloga, mas também na minha própria forma de ver a sociedade – e reflecte o estilo de vida que eu gostaria de ter coragem de adoptar. Foi escrito por Henry David Thoreau em 1854, contando os dois anos em que viveu isolado da sociedade.

O livro descreve a experiência social de Thoreau, que, aos 27 anos, rumou para o meio da floresta, até um terreno pertencente a Ralph Waldo Emerson, longe da civilização, e construiu uma casinha de madeira para morar. Quem me conhece bem sabe o quanto adoro cabins in the middle of nowhere, numa vida solitária no meio da natureza. Que mais posso eu querer num livro?

Thoreau fartou-se de viver na sociedade cada vez mais industrializada, e assim procurou um caminho de vida simples. Ao longo do livro, ele descreve como construiu a casa e os móveis, com as suas próprias mãos; como viveu em contacto permanente com a natureza e apenas com os recursos indispensáveis (tudo natural e feito por ele). Não podemos chamar de “eremita” pois recebia visitas – e muitas vezes retribuía – mas vivia isolado da sociedade e seus efeitos. Através deste trabalho de campo, conseguiu definir o que é verdadeiramente importante para a vida e para o Homem, assim como provar que é possível viver apenas de recursos naturais, não sendo a parte financeira um entrave.

Este livro não conta apenas a experiência do autor, é também uma crítica à sociedade do séc. XIX. Reflecte, analisa e desenvolve o próprio conceito de vida e liberdade, e o que é verdadeiramente importante enquanto vivemos.

Gostei muito deste livro, por várias razões. A maior razão posso referir o facto de sentir ter ideias muito parecidas às do autor. Não gosto de cidades e tenho uma opinião muito pessoal quanto à sociedade hoje em dia, ideia a qual não vou debater aqui, e conforme os dias passam a vontade de ter uma pequena cabin in the woods fascina-me. É um livro muito interessante para quem se contenta com uma vida simples, longe da confusão da sociedade, e para quem procura paz não em coisas materiais mas sim consigo próprio.

É uma daquelas obras que aconselho toda a gente a ler, sem dúvida!

4.5/5

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